Que animal mais interessante senão um gato para dizer aquilo que tantas vezes ecoa no vazio da nossa mente baralhada.
Aqueles momentos em que só nos falta o som da coruja de fundo, no silêncio do nada, sendo que não há qualquer espécie de sabedoria, a não ser aquela que nos permite dizer "hein?!"
Quantas vezes nos acontece ouvir algo tão fora do contexto da nossa cabeça, que tão estranho a nós é, fazendo-nos sentir como primatas diante do espelho pela primeira vez.
Aquela situação que nos bloqueia o raciocínio ao ponto de nem conseguirmos balbuciar mais nada senão um "..................!", sim, balbuciar exactamente isto....nada!
Apesar de existirem alguns peritos em dizer nada, nem mesmo estes se sentem capazes de fazer frente a um momento de interrupção neuronal como este.
No entanto há os politicamente correctos que se contêm, respiram fundo e dizem "como?!".
Depois tentamos enontrar a resposta no outro, olhando-o com uma expressão de clemência, para que ele nos possa ajudar a ligar o interruptor desligado e assim dar inicío a uma nova corrente, que permite aos neurónios arrancar todo o sistema e formular um raciocínio, por muito primário que seja.
Et voilá!!! Podemos voltar a toda a catapulta de pensamentos que nos invadem e recomeçar a complicar a rede de informações que detemos.
Assim, consegui escrever alguma coisa, sem dizer absolutamente nada de concreto e com conteúdo... que transmite exactamente aquilo que ocorre nesses momentos.
sexta-feira, 15 de Maio de 2009
terça-feira, 13 de Janeiro de 2009
O sonho continua o mesmo, passe o tempo e as suas gerações, é inegável que todos nós sonhamos com a ilusão de um amor em paris...
Por muito que nos digam que o principe só existe nos filmes, continuamos a aguardar pelo momento em que ele interrompe as nossas vidas com o galopar do cavalo...
Por mais que nos digam que "...e viveram felizes para sempre" não acontece, continuamos a dizê-lo e a acreditá-lo.
E quando nos dizem que o tempo dos trovadores já lá foi, fazemos por não ouvir e sonhamos com o belo tocador que nos invade o quotidiano com as tipicas musicalidades de um apaixonado.
Aconteça ou não, o que importa é acreditar.
Já dizia o outro "...o sonho comanda a vida!"
Aconteça ou não, o que importa é acreditar.
Já dizia o outro "...o sonho comanda a vida!"
quinta-feira, 25 de Dezembro de 2008
Dando corda...
Sentada, ao som de uma bela caixinha mágica, acabada de oferecer...
Não há lugar melhor onde estar. O deserto da sala acolhe-me, o silêncio da televisão ligada satisfaz-me, a lembrança das mensagens recebidas.
Dou mais corda à dita caixa...
Ao som da melodia mais doce sinto a ultrapassar-me, tranportando-me para as não memórias de um passado pouco distante, mas sim para a emoção a que me reporta.
Reforço a corda...
Reflicto sobre aqueles que gostaria de ter comigo. Pena o tempo não nos permitir estar com eles como desejamos. Por momentos sinto a angústia da perda a invadir-me, mas não lhe permito que se instale.
Dou mais um pouco de corda...
Relembro um outro som muito familiar; o som do acordeão, a tocar valsas, com o ruído de fundo do seu ar já gasto. Uma outra melodia me vem à cabeça; o da primeira caixinha melódica pela qual me apaixonei. Era uma caixa forrada com veludo azul escuro, com uma santa protegida com um vidro, emoldurado por madeira escura, com trabalhados dourados. Saudades!
Corda...
A escrita conforta-me.
Não há lugar melhor onde estar. O deserto da sala acolhe-me, o silêncio da televisão ligada satisfaz-me, a lembrança das mensagens recebidas.
Dou mais corda à dita caixa...
Ao som da melodia mais doce sinto a ultrapassar-me, tranportando-me para as não memórias de um passado pouco distante, mas sim para a emoção a que me reporta.
Reforço a corda...
Reflicto sobre aqueles que gostaria de ter comigo. Pena o tempo não nos permitir estar com eles como desejamos. Por momentos sinto a angústia da perda a invadir-me, mas não lhe permito que se instale.
Dou mais um pouco de corda...
Relembro um outro som muito familiar; o som do acordeão, a tocar valsas, com o ruído de fundo do seu ar já gasto. Uma outra melodia me vem à cabeça; o da primeira caixinha melódica pela qual me apaixonei. Era uma caixa forrada com veludo azul escuro, com uma santa protegida com um vidro, emoldurado por madeira escura, com trabalhados dourados. Saudades!
Corda...
A escrita conforta-me.
quarta-feira, 24 de Dezembro de 2008
Demanda
Porque é que te tenho e não te possuo?!
Estás em mim, mas não és meu.
Que te diga ou que te faça,
Nada me indica como se desenlaça.
Espero-te no conforto da minha inquietude.
Procuro-te no conformismo dos meus sonhos.
Não sei se te quero, sei que te transporto.
Não sei a quem pertences, nem a quem te dar.
Sou mensageiro de ti,
um invólucro cheio de segredos por desvendar.
Estarei em paz por fim,
Quando ao destinatário te entregar.
Já te sinto meu,
Não sei se te quero perder,
Depois de em mim te acomodar,
Não sei se essa paz vou alcançar.
Estás em mim, mas não és meu.
Que te diga ou que te faça,
Nada me indica como se desenlaça.
Espero-te no conforto da minha inquietude.
Procuro-te no conformismo dos meus sonhos.
Não sei se te quero, sei que te transporto.
Não sei a quem pertences, nem a quem te dar.
Sou mensageiro de ti,
um invólucro cheio de segredos por desvendar.
Estarei em paz por fim,
Quando ao destinatário te entregar.
Já te sinto meu,
Não sei se te quero perder,
Depois de em mim te acomodar,
Não sei se essa paz vou alcançar.
segunda-feira, 3 de Novembro de 2008
Precipicio

A altura de nós...
O momento decisivo, em que a escolha é tomada: o salto para o desconhecido.
O receio do que virá e a curiosidade do inalcançável.
A angústia de dar o passo, a incerteza do movimento espontâneo.
O salto...
Então, a descoberta inicia-se, a expansão de nós pelo corpo e para além dele.
A satisfação da viagem pela nossa altura, que desconhecida se mantém, e que depois do primeiro impulso nos garante que não há chão, não há limites na queda.
O desapegar de tudo, abandonando-nos de nós e ligando-nos ao mundo.
Curioso...como o encontro do ser começa com o desapego do próprio e pela sua evaporação pelo mundo.
É só um pensamento...
O momento decisivo, em que a escolha é tomada: o salto para o desconhecido.
O receio do que virá e a curiosidade do inalcançável.
A angústia de dar o passo, a incerteza do movimento espontâneo.
O salto...
Então, a descoberta inicia-se, a expansão de nós pelo corpo e para além dele.
A satisfação da viagem pela nossa altura, que desconhecida se mantém, e que depois do primeiro impulso nos garante que não há chão, não há limites na queda.
O desapegar de tudo, abandonando-nos de nós e ligando-nos ao mundo.
Curioso...como o encontro do ser começa com o desapego do próprio e pela sua evaporação pelo mundo.
É só um pensamento...
O abraço
A importância do silêncio,
O vazio de um momento,
A profundidade de um carinho,
A simplicidade de uma intenção.
A pequena flor,
De seu ar tão frágil,
Tão simples no seu gesto,
Tão forte na sua vontade.
Assim se resume o abraço;
Grandioso na sua intensidade,
Puro na sua existência,
Poderoso na sua mensagem.
O vazio de um momento,
A profundidade de um carinho,
A simplicidade de uma intenção.
A pequena flor,
De seu ar tão frágil,
Tão simples no seu gesto,
Tão forte na sua vontade.
Assim se resume o abraço;
Grandioso na sua intensidade,
Puro na sua existência,
Poderoso na sua mensagem.
segunda-feira, 20 de Outubro de 2008
Desconhecido

Porque te procuro e não te encontro
Ser escondido, que na escuridão te isolas
Que no fundo do meu ser te refugias
E nada em mim consigo encontrar.
Chamo por ti sem resposta,
Acredito em ti sem ter prova.
Quando voltares estarei aqui,
Esperando pela tua força
Que em mim tudo esclarece.
És momentos de mim!
Resquícios do que já fui,
indícios do que serei.
Ser escondido, que na escuridão te isolas
Que no fundo do meu ser te refugias
E nada em mim consigo encontrar.
Chamo por ti sem resposta,
Acredito em ti sem ter prova.
Quando voltares estarei aqui,
Esperando pela tua força
Que em mim tudo esclarece.
És momentos de mim!
Resquícios do que já fui,
indícios do que serei.
Subscrever:
Mensagens (Atom)